quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Aula passeio: aprender, com prazer.

Foto de Elda Storani

Vivemos em uma região que recebe turistas do mundo inteiro, pois a natureza por aqui se fez generosa. E a história também...
A Baía de Guanabara, desde os tempos de Villegaignon, já era a menina dos olhos de franceses que navegavam ao sul do equador. Por aqui encontraram abrigo para os seus navios e para sua gente. Quiseram explorar a terra, fizeram alguns amigos (os tamoios) e resolveram criar raízes no lugar.
Então, para guardar suas vidas e sua aldeia, chegaram a instalar canhões para afugentar os inimigos (neste caso, os portugueses).
Um destes canhões foi instalado no lado oriental da entrada da barra, ou seja, no lado onde hoje se localiza Niterói.
Esta parte da história – entre outras – está guardada em uma construção belíssima, a Fortaleza de Santa Cruz, que visitamos em outubro deste ano.
Embora muitos de nós moremos por aqui há algum tempo, nem sempre temos oportunidade de visitar os pontos turísticos e históricos da cidade. Em nossa vida corrida, quando sobra um tempo para lazer ou descanso, optamos muitas vezes por prazeres mais próximos: o churrasco com a famíla, a praia – quando faz sol, o jogo com os amigos...
Então, se a Escola propõe outro tipo de aula, é bom aproveitar a oportunidade, pois além do aprendizado, podemos nos divertir também!

Algumas coisinhas que aprendemos nesta aula passeio:
  • Devemos levar água para fazer caminhada de mais de três quilômetros, uma barrinha de cereais ou uma frutinha.
  • Os banheiros femininos, mesmo em pontos turísticos, nunca são em número suficiente.
  • A cobra fumou” é uma frase com fundamento.
  • Quero-queros nem sempre atacam intrusos próximos aos seus filhotes.
  • Oito homens e um animal eram necessários para manobrar um canhão de origem inglesa.
  • Um antigo paiol pode ser transformado em um interessante salão de festas.
  • Óleo de baleia, calcário e mariscos triturados fazem uma cola poderosíssima! (Mas há quem diga que não...)
  • Masmorras sem luz e pouco ventiladas ainda nos arrepiam.
  • Romance com oficial da guarnição podia causar sofrimento mortal para donzelas apaixonadas.
  • Um dia nublado é um ótimo aliado de caminhadas – principalmente na volta para casa.
  • Há restaurantes em Jurujuba que oferecem boa comida com bom preço!
  • Ver paisagens conhecidas sob outros ângulos, sentir a brisa que vem do mar refrescando a pele, ouvir o ritmo das ondas batendo no costão (e não o ronco de motores ou buzinas)... Não tem preço!
Aprendemos estas e outras cositas más.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Feche os olhos para ver...

Algumas coisas vemos melhor com os olhos da imaginação!

"Feche os olhos para ver" era a frase que uma menininha ouvia toda noite antes de dormir, quando sua mãe a preparava para lhe contar histórias...

As histórias, podemos ler nos livros ou inventá-las.

Eu, particularmente, gostava demais daquelas que meu pai contava quando a família se reunia à noite em volta de uma grande mesa na cozinha. Ele contava “causos” da roça em que, com os irmãos e amigos, eram personagens principais junto a outros seres não tão reais. Assim, passei boa parte da minha infância viajando através da imaginação de meu pai e da minha própria, por lugares que nunca vi de verdade, na companhia de gentes que nunca conheci e que também não esqueci.

Assim passei a contar minhas histórias.

Esta que segue abaixo poderia ser um daqueles "causos" leves contados por meu pai.

Se você quiser ouví-la, poderá imaginar o acontecido fechando os olhos, mas talvez nem precise: essa história se passa no escuro...Ah, como também não tem palavras, você pode utilizar as suas para contá-la!


segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Crianças!

Ouça a voz da Márcia dos Santos, da turma 601:

Como podemos cuidar de nossas crianças? Protegê-las? Cuidá-las?
Por mais que eu tente não consigo entender.
A sociedade não ajuda. O governo também não. Só podemos pedir a Deus que nos ajude, e orarmos pelas nossas pobres crianças inocentes...
TEMOS QUE FAZER, E NÃO APENAS FALAR !!!

Por que a Márcia estaria tão indignada? Será que ela está cheia de tanto ouvir promessas não cumpridas? Será que "o governo" sabe do que a Márcia está falando?